segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Uso de biometria para acesso a arenas: dê sua opinião


Há algumas semanas estive conversando com um grupo de estudantes de tecnologia da Fundação Santo André. Eles estão concluindo o curso e no trabalho de conclusão pediram um pouco da minha ajuda.

São eles Tiago Ferreira Taino (palmeirense, leitor e comentarista do 3VV), Ciro Christofaro Rovani, William Pereira Spínola e Henrique Ribeiro Bissoli (na sequênia na foto comigo no dia da entrevista). Thiago Lacerda Marinho também faz parte do grupo mas nesse dia não compareceu ao encontro.

O trabalho deles diz respeito ao acesso a arenas esportivas através do uso de biometria.

Neste domingo eles estiveram no Palestra Itália para entrevistar alguns torcedores sobre o sistema. Contou com o apoio da Outplan e de Robson de Oliveira para poderem entrar, vestir o colete e poder abordar as pessoas.

O Tiago pede a sua opinião sobre o sistema. Leia, comente abaixo e responda a enquete ao lado.

USO DE BIOMETRIA: Na sua opinião, qual a chance do uso da Biometria ter sucesso como forma de acesso aos estádios?

Saudações Alviverdes!

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O USO DA BIOMETRIA COMO CONTROLE DE ENTRADA
DE PESSOAS EM ESTÁDIOS DE FUTEBOL


No começo desse ano decidimos que nosso trabalho de conclusão de curso mostraria alguma aplicação que utilizasse biometria, comprovando sua eficácia e sua viabilidade.

O uso no futebol surgiu entre várias outras idéias e se mostrou a mais viva e apaixonante, mas não imaginávamos tamanha polêmica que o assunto geraria ao longo desse ano enquanto desenvolvemos o projeto!
A seguir uma breve explicação de como seria colocado em prática o projeto.

Esperamos nos comentários e na enquete ao lado o feedback da audiência do blog que será de grande valia para nós. Obrigado.
O cadastramento do público será realizado no estádio e em locais estratégicos de fácil acesso (durante um período inicial de maior demanda), tais como shoppings, lojas de material esportivo, hipermercados, etc. Para se cadastrar o torcedor deverá apresentar documento com foto e comprovar a veracidade dos dados pessoais. Nenhuma taxa será cobrada pelo cadastramento do torcedor.

O torcedor ao realizar a compra, terá um "ingresso virtual" registrado em seu cadastro, onde está documentado além de seus dados pessoais, a sua impressão digital. Um sistema de banco de dados será responsável por manter o cadastro dos torcedores. A compra poderá ser feita das seguintes formas:

Torcedor previamente cadastrado

  • O torcedor poderá comprar seu ingresso na bilheteria do estádio, ou através da comodidade da internet;
  • Será necessário informar seu CPF ou seu ID de cadastramento.
Torcedor ainda não cadastrado
  • O torcedor poderá comprar seu ingresso na bilheteria do estádio, ou através da comodidade da internet;
  • Será necessário informar seu CPF;
  • Deverá comparecer a um posto de cadastramento antes da partida (no próprio estádio) para registro dos dados pessoais e da impressão digital.
Venda de mais de um ingresso por compra
  • O torcedor poderá comprar ingressos para terceiros somente após informar o CPF do beneficiado;
  • Caso o beneficiado já tenha seus dados cadastrados no sistema, poderá ingressar no estádio sem restrições;
  • Caso o beneficiado ainda não tenha seus dados cadastrados, deverá comparecer em um posto de cadastramento antes da partida para registro dos dados pessoais e da impressão digital;
  • Catracas com leitores digitais interligadas ao banco de dados serão instaladas no estádio, o torcedor terá sua entrada liberada após a leitura da impressão digital, e assim é dada baixa no seu "ingresso virtual".

28 comentários:

Rodrigo disse...

É muito bom na teoria, só acho arriscado no caso de uma pane no sistema na hora do jogo. Imaginem uma torcida enfurecida por não conseguir acesso ao estádio?
Abraços, e parabéns pelo ótimo blog. Virou leitura obrigatória diária!

Cabuto disse...

Muito legal a idéia! Tenho dois comentários:

Pro torcedor ainda não cadastrado e para o seguinte trecho "Deverá comparecer a um posto de cadastramento antes da partida (no próprio estádio) para registro dos dados pessoais e da impressão digital."

Meu comentário: Porque não fazer esse registro também pela internet? É possível.

Esse sistema deve ter um sistema de contingência em caso de indisponibilidade na hora do jogo.

Parabéns pela idéia.
Abraços.

Lupi disse...

Eu também acho que a idéia é ótima, mas eu não acredito que tenhamos tecnologia suficiente para fazer um sistema tão bom quanto o necessário para um evento de grande porte!

Eu estudei em uma faculdade que tinha acesso por biometria, e a biometria causava grandes filas nas catracas da faculdade, devido ao leitor da impressão nem sempre conseguir identificar as impressões digitais.

Eu acho a idéia de cadastro prévio de torcedores muito boa.....mas eu acredito que ao invés de biometria, isso poderia ser feito através de cartão magnético....a exemplo do setor visa, porém sem ser um visa...

O torcedor quer ir ao seu primeiro jogo nesse novo sistema, vai até a bilheteria, se cadastra, paga o ingresso e ganha um cartão magnético que tem limite de 5 ingressos por jogo. Vai ao jogo, e quando quiser ir a outro jogo novamente, "carrega" o cartão pela internet ou na própria bilheteria com a quantidade de ingressos que deseja para o jogo que deseja.....

Seria um setor visa genérico, eu acho que cartão magnético tem menos chances de falhar.....mas a idéia é a mesma! e é uma sugestão muito boa!

Bruno disse...

se funcionar acabaria (talvez não 100% pq eles sempre dão um jeito) com a ação dos cambistas.

Bastaria criar um sistema que não travasse ou gerasse fila em demasia, ou simplesmente aumentar o número de catracas possibilitadas a realizar a leitura da biometria.

Achei excelente idéia!
Parabéns

Vagner Fioratti disse...

Pessoal,
Parabéns pela iniciativa.

Sou gerente de projetos de inovação tecnológica em uma empresa grande e bem conhecida. Estamos estudando algumas outras possibilidades de vendas de tickets e acesso utilizando justamente o "core" do nosso negócio. Não posso dizer publicamente qual é, ok?
Por ter uma equipe que estudou e continua estudando bastante o assunto, tenho algumas considerações:

1) O registro de dados de biometria é ainda um pouco complicado para se fazer. Requer ainda repetições e testes para concluí-lo. Por isso, seria necessário alguém em cada ponto de registro para confirmar o sucesso do registro.
2) O que o Lupi falou, deve ser considerado. Muitas vezes a leitura não é tão simples e precisa o que pode causar um pouco de demora na leitura e nas filas de entrada. Um teste cronometrado pode lhes dar uma idéia.
3) Acho mais viável comercialmente que a biometria seja usada para os grupos já cadastrados de antemão como sócios da SEP, por exemplo. O custo do registro seria baixo e a garantia de sucesso do acesso seria "testada" na entrada do clube por diversas vezes, antes de entrarem no estádio em dia de jogo.

De qualquer forma, parabéns novamente pela iniciativa e se quiserem trocar mais informações sobre o árduo trabalho de pesquisa e inovação tecnológica me escrevam. Meu e-mail pessoal é vfioratti@gmail.com.

Abraços.
Vagner Fioratti

Anônimo disse...

Aprecio mais a ideia do Vagner. Primeiro pq ela facilitaria a implantacao do projeto e segundo pq ela poderia ser utilizada como um atrativo para um programa de aumento dos socios ou do socio-torcedor. Imagina o quanto atrativo seria um programa de desse tipo, seria uma versao pos-moderna do espaco visa, ja que como vc cadastra o CPF talvez vc nem necessitaria de um cartao de credito para fazer as compras. E vc nao precisaria se preocupar com os guiches especiais para os socios-torcedores e socios.

Porem, nao sou grande adepto da ideia de um total cadastramento de torcedores, sei que em sentido de negocios isso poderia ser muito util, pois voce poderia ate a chegar para os patrocinadores - "olha quantas pessoas frequentam o palestra". Mas nao acho o cadastramento um procedimento etico. Se eu nao me engano a tentativa de cadastramento de torcedores pela Margareth Tachter (desculpa se escrevi errado) quase promoveu uma enorme revolta de torcedores. A tentativa de cadastrar todos os torcedores, tendo o controle exato de onde voce esta soa meio estranha para mim. Como conclusao acho que o certo seria ter os dois sistemas.

Dalla Valle disse...

É ótima a idéia! Dessa forma a diretoria poderia facilmente controlar o acesso e dificultar a vida dos cambistas!
Do ponto de vista técnico, até onde sei, há problemas com a relação velocidade de leitura e margem de erro, ou seja, para ser 100% confiável a leitura torna-se lenta e consequentemente dificultaria o fluxo de torcedores!
Enfim, a ídeia é ótima mas e bom "ver para crer!".

Sorry!
Saudações alviverdes!

luiz fernando magliano disse...

# Deverá comparecer a um posto de cadastramento antes da partida (no próprio estádio) para registro dos dados pessoais e da impressão digital.
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Desculpe discordar mas não acho a idéia boa.

Imagine um torcedor não cadastrado (serão milhões, sem brincadeira) que decide de ultima hora ir pro estádio mas lembra que terá que fazer o cadastro.

Será mesmo que ele iria p/ o jogo dado o tamanho da fila para fazer esse cadastro, que não é tão rápido assim e depende do humor do sistema, que pode falhar?

Até se cadastrar o torcedor que chega cedo no estádio só vai entrar no segundo tempo. Isso se tiver paciencia de esperar.

Se estivéssemos falando da Portuguesa ou qualquer outro clube do interior isso até poderia ser viavel, mas não no Palmeiras, cuja torcida é maior que a população de muitos países.

Outra. Considerando que todos os torcedores estejam cadastrados. O que acontece no caso de uma pane? Ninguém entra?

Outra coisa... concordo com a pessoa que deu a opinião acima.

Forçar o cadastro dos torcedores pode ser bom para os negócios mas isso tiraria a liberdade, ou a sensação dela, do torcedor palmeirense. Transformar o palestra itália em Big Brother (o de Orwell, não o da Globo) não soa bem.

xogum disse...

Para mim bastaria fazer ingresso personalizado com nome completo e nº de algum documento de identidade.

Não gosto de bases de dados biometricos.

Júnior disse...

Fala Vicente,

Fui ao jogo ontem e tive o prazer de responder à pesquisa dessa turma. Cheguei cedo e estava esperando um pessoal na porta do Visa e bati um papo com eles. Sou da área de TI e, como disse a eles, acho complicado fazer uso de biometria para eventos de grande porte. Tanto na parte tecnológica, como na parte, vamos dizer assim, "burocrática" (por lidar com públicos de diferentes perfis, etc...).

Quando se faz uso de dados biométricos através da impressão digital, ainda não temos equipamentos 100% "seguros", ou seja, temos problemas com a identificação/aceitação da leitura, o que gera uma resposta lenta, embora esse tempo de resposta seja algo em torno de <=2 segundos. Agora vc imagina um evento de grande porte, com um público de 40 mil pessoas... isso geraria transtornos consideráveis. Sem falar no cadastramento prévio, que na minha opinião não funcionaria.

Mas, como disse a eles, a iniciativa é totalmente válida e espero que seja melhor estudada. E o mais importante, é muito bacana que a Outplan apoie esse trabalho... parabéns ao Robson e a vc por esse apoio.

E parabéns a aos graduandos pela pesquisa... espero que tenham sucesso!!!

Ricardo Teixeira disse...

Parabéns pelo Trabalho.
Concordo com os métodos apresentados. Assim, liquidariamos os cambistas e daria um certo controle a eventuais brigas dentro e ao redor do estádio, ajudando a identificar os baderneiros - claro que a justiça comum deve fazer a sua parte -

Só uma coisa, e torcedores menores de 16 anos que não possuírem CPF? No caso, eles entrariam como "beneficiado" de um comprador que possuí CPF, porém teria que apresentar tbm seu CPF.
Não sei se é possível, mas para menores de 16 anos - em maior parte crianças - não seria necessário somente informar o RG e depois fazer todo o procedimento de cadastro, etc?


Abraços

Cristiano Rimoldi Cunha disse...

como ja comentado.
o uso do leitor biometrico em massa causa muitos problemas, e no caso da arena, levando-se em consideração as tecnologias atuais eu defino como inviavel.

é extremamente problematico a leitura biometrico em grandes quantidades e a fila seria imensamente maior aos padroes atuais.

Danilo Falsetti disse...

Assim como vários também acho que o controle biométrico não é viável e não vejo grandes benefícios para o torcedor...
A Unimed usa o sistema biométric com impressão digital e vive falhando na leitura (falo isso porque meu pai é médico e vive dando problema ou demorando para reconhecer os dados, imagine numa entrada de estádio!!!)

Ainda acho que o método do setor visa é o melhor até agora.
Se utilizarem um sistema que aceite todas as bandeiras e ainda cartões de débito não haverá quase reparos a fazer, pois como todos sabem, já são mais de 100 milhões de cartões de crédito no Brasil, e para quem não possui cartão, poderia ser criado um cartão exclusivo para uso na Arena Palestra, o qual o portador poderia pagar o ingresso e usá-lo como o cartão que lhe daria acesso ao estádio...

Odilon C. disse...

Minha opinião

1. Na faculdade, há um grande problema com esses aparelhos, tem dias que ele são lerdinhos demais, e só funcionam na 2º, 3º tentativa.( o que já foi falado aqui)


2. Sobre o aspecto técnico, uma vez eu fiquei imaginando sobre isso,e bolei algo parecido. Porém, cheguei a conclusão que é arriscado. Por ex, e se o site dos ingressos for hackeado na final da libertadores ? E se o mesmo der pau por excesso de acessos, como o do futebol card na final do paulista ?


3. Logo cheguei a conclusão, os ingressos devem ser vendidos por vários meios, depender de um só meio é arriscado demais.Por mais moderno que este seja. E também que nenhum meio atinge totalmente o público alvo do futebol.


4. Uma opção seria dividir os meios de venda pela data da compra, por ex, para venda na hora, seria o ingresso tradicional (e só 1 por pessoa). Antecipado só visa ou biometria.


5. Enfim, depender de um único meio para venda de ingressos, além de arriscado, é besteira, já que facilita-se para um segmento do público alvo, e dificulta para outro.

Odilon C. disse...

Minha opinião

1. Na faculdade, há um grande problema com esses aparelhos, tem dias que ele são lerdinhos demais, e só funcionam na 2º, 3º tentativa.( o que já foi falado aqui)


2. Sobre o aspecto técnico, uma vez eu fiquei imaginando sobre isso,e bolei algo parecido. Porém, cheguei a conclusão que é arriscado. Por ex, e se o site dos ingressos for hackeado na final da libertadores ? E se o mesmo der pau por excesso de acessos, como o do futebol card na final do paulista ?


3. Logo cheguei a conclusão, os ingressos devem ser vendidos por vários meios, depender de um só meio é arriscado demais.Por mais moderno que este seja. E também que nenhum meio atinge totalmente o público alvo do futebol.


4. Uma opção seria dividir os meios de venda pela data da compra, por ex, para venda na hora, seria o ingresso tradicional (e só 1 por pessoa). Antecipado só visa ou biometria.


5. Enfim, depender de um único meio para venda de ingressos, além de arriscado, é besteira, já que facilita-se para um segmento do público alvo, e dificulta para outro.

Vinicius disse...

Realmente a iniciativa é boa, mas causaria problemas de filas dado que com o mesmo número de catracas a entrada seria mais lenta.

Acho que uma tecnologia mais simples (como cartão magnético) seria mais viável. E também seria gerado um cadastro e a SEP saberia que "Fulano pagou cinco entradas e usou duas no jogo tal".

Mas e o torcedor ocasional (meu caso por morar em Minas) que vai ao estádio uma duas vezes por ano? Eu acho que usar um cartão magnético ou dados biométricos pra um torcedor que vai pouco aos estádios seria desperdício de recursos.

E uma última pergunta: A torcida adversária, que muda a cada jogo, usaria ingressos normais? Então teríamos uma diferença no tratamento de visitantes e mandantes, não sei se o estatuto do torcedor fala algo sobre isso.

No mais eu quero parabenizar pela iniciativa. Os problemas mencionados aqui são puramente de ordem prática. Se os resolverem ou apresentarem outras soluções creio que seria de grande valia.

Filipe Rizzo disse...

A idéia é muito boa, mas a tecnologia hoje disponivel ainda não é 100% confiável para um envento de grande porte como uma partida de futebol.

A idéia do Lupi, de substituir a digital por um cartão magnetico personalzado do Palmeiras é muito bacana.

Anônimo disse...

Eu acho que deveriam testar algo parecido com o cartão do Bilhete Único.

Colocar vários postos de validação pros jogos. O cara vai no posto e diz em quais jogos quer ter acesso, o cartão recebe validação pra estes jogos e pronto.

Assim dá pra controlar quantas pessoas vão em cada jogo específico.

A idéia de carregar o cartão por quantos jogos quiser, sem determinar qual é o jogo, não possibilita o controle de público que comparecerá ao jogo, afinal a demanda pode ser maior do que a capacidade do estádio.

Deveriam fazer como fazem pelo FutebolCard, venda antecipada mas com jogo determinado, e usar um cartão magnético do tipo Bilhete Único pra entrar no estádio.

Taí o que pra mim seria a melhor opção.

Lupi disse...

O ricardo teixeira e o odilon disseram coisas que também precisam ser discutidas:

- Como ficam os menores de 16 anos que não tem CPF? Com 16 anos eu já ia no estádio com meus amigos, todos sem cpf, e aí?!

- O odilon mencionou os privilégios por data de compra...eu concordo.
Em vésperas de finais e jogos importantes, por exemplo, não seria permitido novos cadastros no sistema.
E também acho que deve ter vários meios para compra de ingresso. O ingresso físico como atualmente não pode deixar de existir, pelo menos eu não conheço nenhuma experiencia nesse sentido.
Sócios do clube e sócios torcedor deveriam ter seus ingressos garantidos, podendo exercer seu direito de compra até 48 ou 72 horas antes do jogo. Os ingressos que sobram são colocados a venda para os não sócios, isso já acontece no inter de porto alegre e é um sucesso, eles tem mais de 50mil sócios torcedores!

E tudo isso é bem possível de ser feito....

Mas o primeiro passo é mandar a BWA às favas!!!

Anônimo disse...

Erick Meirelles:

Gostei da idéia, mas há de se ver o custo disso.

E pra mim ia ser problema. Minha biometria é fraquíssima, e minha carteira de identidade tinha validade até pouco tempo atrás...

Eu tinha que renovar de 2 em 2 anos.

Ainda assim acho uma idéia muito boa.

msmagri disse...

pessima ideia.
esses sistemas se apresentam a prova de falhas, perfeitos, a solucao para os problemas de seguranca. Mas nao passa de mais um artificio tecnologico que qunado nao funcionar vai deixar a gente em panico.

abs

Rodollfo Bernini disse...

É uma excelente idéia! Serviria para controlar melhor quem entra no estádio para depois, se necessário por delitos ou infrações à lei, otimizar o processo de punição.

Além de melhorar a punição de eventuais infratores seria de indispensável comodidade para o cliente que deseja comprar seu ingresso com antecedência para jogos do seu time.

Adiciona-se a isso tudo o fato de, comprando com antencedência o ingresso, o clube tem sua renda garantida e paga antes mesmo do início do jogo. Esse adiantamento de receita pode ser muito bem utilizado pelos clubes em prol do próprio evento.

Como toda a teoria, esta deve ser posta em prática, testada e analisada, para se tornar um padrão. Excelente idéia.

Espero ter sido útil.

Abraços!

Rodollfo Bernini disse...

Eu não sou nenhum dos autores da idéia, mas o medo de alguns aqui sobre o risco de dar "problema" e de que "hoje em dia é muito lento" é, creio eu, desnecessário.

A automação existe, hoje, para eliminar o erro humano. Preparando melhor o sistema e adaptando-se às tecnologias, a máquina está tão sujeita a fraudes ou a defeitos quanto o processo humano (muito menos até).

Mas fica uma dúvida:

E as pessoas que possuem uma deficiência genética e não têm a impressão digital? Conheço 2 ou 3 com esse problema. Como comprariam seus ingressos?

Abraços

Anônimo disse...

que absurdo isso!! a que ponto vai chegar a humanidade?? porra, dar impressão digital pra entrar em estádio?? que merda hein... daqui a pouco vão querer oque? mapeamento genético de membros de organizadas? que loucura! isso não tem nada a ver com segurança e muito menos será eficaz na diminuição e controle de cambistas.

nandotal disse...

acho valido..

mas pelo q a galera levantou tem a demora e algumas tentativas para conseguir o acesso..

tem gente q levantou algumas coisas q estao explicadas ja..

tera venda na bilheteria... se o site der pane.. corre pra bilheteria

q pelo q entendi sera informatizada certo??

teria o site e a bilheteria integradas... para nao vender o mesmo lugar para 2 pessoas

e tem o caso do torcedor nao cadastrado... portanto o quem quiser nao se cadastra e compra pela net ou na bilheteria


na realidade so teria q ver o problema da demora na identificacao...

abracao e parabens

Tiago Ferreira Taino disse...

Deixamos esse comentário no post do drops ontém, mas ele acabou ficando fora de contexto, e pelos posts novos, esquecido. Portanto, vou replicar. abraços.

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Pessoal, o grupo todo quer agradecer os comentários deixados no post, agradecer também o Vicente pela entrevista que nos deu, pelo espaço aqui do blog, e pela ajuda no contato com a Outplan para podermos ir ao Palestra fazer a pesquisa. Claro, agradecemos a Outplan pela autorização e pela ajuda que nos foi dada para as entrevistas.

Todas as opiniões são bem vindas, estaremos de olho no post até o final da enquete (acho que é quinta feira), então quem ainda quiser deixar suas opiniões elas serão lidas e incorporadas ao trabalho (só não posso garantir sobre os anônimos, se puderem se identificar seria o ideal).

Quanto a algumas dúvidas que surgiram, falha nossa tentando encurtar o texto para não ficar cansativo, deixamos de fora alguns detalhes importantes:
- o uso do CPF não é obrigatório, cada torcedor teria uma matrícula única no sistema e a usaria para as compras;
- quanto a falhas na infra-estrutura, temos um plano de contingência para diminuir ao máximo a chance de uma falha parar totalmente o sistema;
- sobre falhas na leitura da digital, há maneiras de reduzir o tempo de busca diminuindo o tamanho da base de dados e também outras formas de identificação biométrica que poderiam ser usadas, nossa opção pela biometria foi pelo custo mais baixo e pelo volume de informações existente para pesquisa. Há, por exemplo o PalmSecure, considerado o mais eficiente (e caro) já feito;
- o cadastramento foi planejado ao longo de um ano utilizando-se de diversos pontos espalhados e de grande circulação, inclusive pela internet caso a pessoa possua um leitor disponível. O cadastro não deve ser demorado e não serão exigidos muitos dados.
- existe uma política de privacidade dos dados (assim como em todos cadastros em lojas e na internet) que garante o sigilo dos dados, e o uso exclusivamente pelo próprio sistema, não se integrando a qualquer outro sistema de identificação;

Abraços a todos!

álvaro 8/80 disse...

Utilizamos este sistema em uma fábrica aqui no DF, temos 1700 funcionários ~. Não funciona, temos bons servidores, uma solução considerada topo de linha, mas as falhas são rotineiras e exaustivas, falha o tempo todo.

No nosso caso serve para registrar horário de entrada/almoço/janta/saída e também acesso a locais restritos, com portas eletrônicas... é uma chateação só.

Na minha opinião, sem fazer qualquer estudo prévio ou coisa do tipo, os torcedores que aceitassem ser cadastrados teriam um cartão, igual a um cartão de crédito, onde seria debitado seu ingresso, neste cadastro poderiam ser adicionados dependentes com grau de parentesco comprovado por documentos, tais como filhos menores de idade que não pudessem ser titulares dos cartões.

Tem alguma burocracia, algum custo com material mas é um sistema já exaustivamente testado e utilizado em universidades (grande acesso), empresas de grande porte e até casas de espetáculos.

Todos os sistemas de acesso modernos são passíveis de falha, falha no equipamento, falha na chave de acesso (dedo, cartão...), então, tudo vai demandar manutenção preventiva, equipes de plantão, só que estes são custos da modernidade, aposto que na inglaterra eles tem todos estes problemas porém fazem funcionar bem, não adianta ser pobre e querer andar de carro importado, ou gasta para fazer funcionar e procura sempre melhorar ou deixar quieto...

Márcio disse...

Pelo que disseram os que tiveram contato com o método, acho que é um tanto cedo para usá-lo na Arena. Ainda não provou ser 100% eficiente. Mas, parabéns à rapaziada pela iniciativa e ao Vicente e à Outplan pelo suporte a eles.